VISITANTES

estatisticas gratis

Usuários Online
Mostrando postagens com marcador Crônica/Poema - Sonya Mello. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crônica/Poema - Sonya Mello. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de março de 2011

POEMAS: MULHERES MAIS QUE ESPECIAIS

Minha homenagem a mulheres que eu respeito e admiro!


TRIBUTO À CARMEN



Mulher... única no universo.


Mulher de fibras,


Mulher de versos,


Mulher... de sonhos diversos!

Filha, esposa, mãe e avó,


Papéis distintos e dignos de ti,


Gloriosamente desempenhados,


A fazem autêntico ser.


Fiel à seus princípios e emoções,

Profissional das letras,


Trilhando os caminhos de seus sonhos,


Imprime passos em direção de suas metas.


Sem se permitir recuar diante dos medos,


Chegando à essência de seus objetivos,

Mulher de coragem, exemplo sem igual,


Abençoada e regida por Deus!


Sabe esperar seu tempo ideal ,


Sabe de seus limites diante D´Ele,


Pra chegar onde almeja,

Admirável mulher...


Em ti eu me espelho,


Em teus ombros me apóio,


Pra enxergar teus exemplos e ser como você:


Única e realizadora de sonhos!



MULHER DE MISTÉRIOS


À Sônia Gabriel


Mulher de mistérios,


Mulher de mil histórias,


Viajante das letras e das estradas,


Incansável em desvendar,


Mistérios da memória!


Filha, esposa, mãe...


Pesquisadora do saber e do ser,


Fácil é se curvar diante dela,


Ouvidos atentos, olhos congelados,


Para suas histórias absorver.


Curiosa, constante, sempre atenta,


Indecifrável diante do mundo,


Ser e descobrir, paixão que fomenta,


Ansiosa pelo que há de vir...

Teimosia e observância,


Desejo de novidades,


Traz desde sua infância,


Amor pelas palavras,


Escritas ou faladas,


Sem pensar em distância.


Seu amor pelos livros,


Desde seu tenro amanhecer,


É o mesmo pelo ser humano,


Gente sábia, ás vezes iletrada,


Magnífico ser que a encanta,


Até o anoitecer...

Hoje é instrumento...


Que trouxe outras vidas ao mundo,


É rico este momento,


Trilhado por Deus em silêncio,


Entregue a seu amor mais profundo!




SEDA É SEU NOME


À Rita Elisa Seda



Sobre ti paira um mistério,


Algo que me deixa a pensar,


Seu destino por Deus preservado,


Sua vida do céu resgatada,


Pássaro que ainda espera voar...


Inteligente, sábia, desbravadora,


Tem sede de novas descobertas.


Teces palavras como ninguém,


Alma e carne de escritora.


Cora muito a emociona.


Coralina se imprime em sua memória.


Juntas, de mãos dadas se relaciona,


Cora Coralina, uma única história!


Viajante atenta e sem limites,


Busca alimento para seu ser,


Mulher de mil e um talentos,


Tece com a alma seus conhecimentos,


Como a lagarta tece a seda.


Saber de ti, um sinal de Deus,


Artesã reluzente de palavras,


Que se transformam em jóias raras,


Ânsia de descobertas te consome,


Seda... é seu nome!

Deixo aqui, minha homenagem à três escritoras dignas de serem lembradas, na semana em que comemoramos o
 Dia Internacional da Mulher!
Obrigada por existirem!

Sonya Mello






terça-feira, 30 de novembro de 2010

POEMA: A BIBLIOTECA DO RUI DÓRIA

Colégio Rui Rodrigues Dória...
Durante este ano, prestei um trabalho voluntário
na biblioteca da escola.
 Amo ler, amo estar entre livros...
Eles falam quando você quer ouvir,
e se calam quando você ordenar.
Esperam pacientemente, até que você os procure de novo e
peça para eles continuarem falando...
Livros tem vida!
Abaixo, foto da escola e o poema que fiz enquanto prestava serviços por lá...


A BIBLIOTECA DO RUI DÓRIA



Ah, que dias magníficos.
Horas preciosas que desfrutei.
Em meio ao acervo de ouro,
Fui descobrindo um grande tesouro.
Descobri meu novo “eu”.
Palavras, sonetos, cordéis.
Aventuras, ficções e romances.
Arte, como fazes parte,
Do meu dia-a-dia enfim.
Música, poesia.
Ah, que privilégio, eu diria!
Passar dias de férias perdida aqui!
Obras lidas e relidas,
Obras pouco conhecidas,
Mas obras da minha vida!
Ao me deparar com suas capas,
Viajava, só de imaginar,
As horas e anos que o autor,
Passou incansavelmente a pesquisar.
Para então, com muito amor,
Nessas obras condensar,
O essencial, o indispensável,
Para, com prazer
Eu agora desfrutar.
Biblioteca deveria ser obrigatória,
No curriculum escolar.
Todo aluno deveria ter o “castigo”,
De algumas horas, aqui ter de ficar.
Muitos nem imaginam,
O sentido mais profundo!
É dentro de uma biblioteca,
Que se pode descobrir o mundo!

Foto: Sonya Mello
Poema: Sonya Mello

sábado, 6 de novembro de 2010

POEMA TRIBUTO A TATÃO

Amigos, aqui deixo minha homenagem ao artista Tatão, escultor de São José dos Campos... Possui várias obras no Parque da Cidade, à ele dedico este poema ilustrado por fotos de suas obras, que fiz no referido parque...

O PARQUE
À Tatão


Eu caminhava no parque
Sentia o aroma da natureza,
Quando me deparei com uma coruja,
Que ao me ver, disse:

_“Tá tão” movimentado este parque hoje!


Continuei minhas andanças...


E encontrei, numa árvore frondosa e alta,
Um gato, muito alerta a me espiar...
Que foi logo me dizendo:


_ “Tá tão” lindo este parque visto daqui de cima!




Mais adiante, encontrei uma rã
Tentou se esconder, mas, ao me ver,
Se movimentou rapidamente e disse:


_ A lagoa “Tá tão” fresquinha!






Continuei minha caminhada...


Muitas flores, espinhos, seres minúsculos,
Aves soltas cantando
Encheu-me os olhos...
Me distraí e, de repente,
Tropecei na cauda de um jacaré...
Que meio contrariado, olhou nos meus olhos e disse:


_ Você “Tá tão” distraída!




Ufa! Essa foi por pouco!


Decidi dar só mais uma volta...
Quando numa trilha,
Me deparei com um imenso leão!
Trêmula, perguntei-lhe:


_ Iaí, rei das selvas, tudo bem?
Ao que ele responde:
_ Tudo bem, que nada! Minha barriga “Tá tão” vazia!




Nesse momento senti o perigo me rondando...


Vi então o indiozinho, guardião das matas...
Lhe pedi socorro, saí aos berros,
E perguntei onde estava o criador dessas feras...
E o indiozinho respondeu:


- O artista “Tatão” ocupado agora...




Fotos e Poema: Sonya Mello


Sr. Tatão, deixo aqui meus sinceros e cordiais cumprimentos por esta obra magnífica que você está realizando no "nosso" parque. Prazer em conhecê-lo, prazer em dividir o meu planeta com você!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Poema: O POETA GOSTA DA NOITE

Olá, amigos, eu, ontem participei de um Sarau promovido pelo Espaço Cultural Flávio Craveiro, em homenagem aos 42 anos da Biblioteca Cassiano Ricardo. Estiveram presentes, poetas ilustres como Rita Elisa Sêda, Braga Barros e outros. Foi estimulante! A coordenadora Ana Furtado (Aninha), fez um comentário: "O poeta gosta da noite", e eu disse: isso dá um poema! E deu mesmo! Durante o Sarau eu escrevi. Confiram...

O POETA GOSTA DA NOITE



O poeta gosta da noite,

Do silêncio da noite,

Do cheiro da noite,

Do barulho da noite.



O poeta gosta da noite,

Da solidão da noite,

Da multidão da noite,

Da escuridão da noite.


O poeta gosta da noite,

Dos amores da noite,

Dos temores da noite,

Dos clamores da noite.


O poeta gosta, enfim,

Da noite, do dia

Do entardecer

O poeta gosta do amanhecer.

Gosta de ser... poeta... sempre!


Sonya Mello


Vejam as fotos do evento...

Aninha e eu

Braga Barros poetizando...

Rita Elisa Seda declamando...

Adorei essa experiência!!



quinta-feira, 23 de setembro de 2010

POEMA AO LIVRO E À BIBLIOTECA DO RUI DÓRIA

O LIVRO

Quando nascemos,
Deus nos dá um livro
É o livro da Vida
Onde cada um escreve
Sua própria história
Aí você vai crescendo...
E esse livro vai sendo
Preenchido,
Página por página
E os anos vão se passando
E você começa a folhear
As páginas já escritas
Começa a ver
Seus personagens favoritos
Desfilando diante de seus olhos
Vê também personagens
Que nem deveriam estar ali
Mas que, de alguma forma,
Fizeram você escrever
Páginas de outras formas...
Aí você vê páginas coloridas
Com dias de sol
Páginas nubladas
Com dias de chuva
Páginas amareladas
Com a ação do tempo
E páginas branquinhas
Esperando que você continue
A escrever...
Sua própria história!

Em 2009, passei uma temporada na biblioteca do colégio Rui Rodrigues Dória, em Santana, prestando um trabalho voluntário, organizando o acervo. Durante este período me senti privilegiada por estar cercada de riquíssimas obras literárias. Daí, tudo me era inspirador... e o resultado foi o poema abaixo...


A BIBLIOTECA DO RUI DÓRIA

Ah, que dias magníficos
Horas preciosas que desfrutei
Em meio ao acervo de ouro
Fui descobrindo um grande tesouro
Descobri meu novo “eu”
Palavras, sonetos, cordéis
Aventuras, ficções e romances
Arte, como fazes parte
Do meu dia-a-dia enfim
Música, poesia
Ah, que privilégio, eu diria
Passar dias de férias perdida aqui
Obras lidas e relidas
Obras pouco conhecidas
Mas obras da minha vida!
Ao me deparar com suas capas
Viajava, só de imaginar
As horas e anos que o autor
Passou incansavelmente a pesquisar
Para então, com muito amor
Nessas obras condensar
O essencial, o indispensável
Para, com prazer
Eu agora desfrutar.
Biblioteca deveria ser obrigatória
No curriculum escolar
Todo aluno deveria ter o “castigo”
De algumas horas, aqui ter de ficar
Muitos nem imaginam
O sentido mais profundo
É dentro de uma biblioteca
Que se pode descobrir o mundo!


LIVRO, PRA QUÊ TE QUERO

Eles me acompanham desde que nasci...
Enquanto ainda não sabia ler
Eles esperavam por mim...
Quietos, calados, num canto da casa
Quando comecei no B-A-BÁ
Eles começaram a se exaltar
Esperando pelo dia
Em que seriam descobertos
Aí veio um mal-estar
Fiquei de cama, sem nada a me ocupar
Escolhi um que estava empoeiradinho,
Abri... e começamos a conversar!
Nossa conversa foi longa
Tínhamos o dia todo livre naquele quarto.
Ele falava, eu ouvia
Aí me cansava
Ele se calava e me esperava sem cansar,
Até que eu falasse com ele de novo
E assim passamos o dia juntos
Ele me distraía enquanto eu me curava
Ao final de nossa conversa
Eu fiz uma declaração:
- Te amo, Não posso mais viver sem ti!
Desde então, passaram-se 30 anos
E os livros sempre me acompanham
Não gosto de ficar só
Tenho sempre um amigo desses
Escolhido a dedo
Junto à mim, falando comigo,
Me aconselhando, instruindo e me esperando...
Nunca mais perdi tempo
Esse amigo está sempre falando
Quando quero ouvir
E repousa quando quero pensar...                                

Autor: Sonya Mello


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Poema: A PRESSA

A PRESSA


Por que a pressa?

Se o filho não cresce

Se o pão não fermenta

Se a panela não esquenta...



Por que a pressa?

Se o sinal fechou

Se o trânsito emperrou

Se o carro “amarelou”...


Por que a pressa?

Se tem filme “bombando”

Se não se tem “idade” para assistir

Se a censura te barrou...


Por que a pressa?

Se a hora não passa

O namorado não chega

O telefone não toca...


Por que a pressa?

Se o inverno não acaba

Se a roupa não seca

Se a chuva não pára...


Por que a pressa?

Se o time perdeu

Se a paixão não floresceu

Se a hora já passou...


Por que pressa?

Se o livro não “vingou”

Se a obra não agradou

Se o crítico não se manifestou


Por que a pressa?

Se você não se formou

A empresa não telefonou

E o sonho ainda não se realizou...



Por que a pressa?

Se tudo tem seu tempo e lugar

Se quem procura acha

Se quem planta colhe



Porque a pressa?

Se nada acontece antes da hora

O galo não canta antes do amanhecer

As flores não têm perfume sem florescer



Por que a pressa?

Se tudo foge ao nosso controle

Se tudo tem razão e por quê

Se o que tiver de ser será!



Por que a pressa?


Autoria: Sonya Mello
14/08/2010